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 HISTÓRIA DO NINHO DE AMOR ANÁLIA FRANCO  

No decorrer dos anos de 1986 / 1987, os integrantes do Grupo Espírita Anália Franco, inspirados no trabalho realizado pela mentora Anália Franco, começaram a idealizar a criação de uma instituição que pudesse amparar crianças órfãs dando-lhes um lar onde não apenas recebessem o pão como também, amor e orientação evangélico-doutrinária-espírita. Qual o nome que a instituição teria ? Qual a clientela que atenderia ? Perguntavam-se os idealizadores do projeto. E foi a partir daí que em Assembléia Geral realizada na sede do GEAF, no dia 23/10/1986, definiu-se que a Instituição chamar-se-ia Ninho de Amor Anália Franco? NAAF cuja missão, posteriormente, foi estabelecida de amparar meninas órfãs admitidas na faixa etária de 0 a 6 anos permanecendo na Instituição até os 18 anos quando já pudessem atender, por elas mesmas, as suas necessidades.

Começou-se, então, uma grande mobilização para materializar-se o sonho dos geafenses: iniciaram-se campanhas, listas de doações, almoços e chás fraternos, caravanas e outros eventos com os objetivos de integrar, cada vez mais, a equipe e levantar os recursos financeiros que possibilitassem a compra de um imóvel, próximo ao GEAF, no qual pudesse ser edificado o prédio para a realização do trabalho.


No ano de 1990, após grande pesquisa da equipe encarregada para este fim, foi adquirida uma casa na Rua Honório Pimentel, 377 cuja estrutura foi, totalmente, modificada para a construção do prédio atual.

Finalmente, após exaustivos trabalhos de muitos colaboradores, diretores, conselheiros e sócios do GEAF a obra foi concluída e, no dia, 05 de dezembro de 1993, em evento simples, contudo, com efusiva alegria de todos os integrantes do GEAF, tanto do plano físico quanto do plano espiritual, o prédio foi inaugurado começando-se, a partir daquele mesmo dia, uma escala de plantão, entre voluntários, permanecendo a casa aberta 24 horas na expectativa de receber a primeira menina, para, efetivamente, iniciar o trabalho.

Passaram-se dias, semanas, meses e nada de aportar, na Instituição, criança alguma para o início do trabalho. Assim, a Diretoria da Instituição resolveu elaborar um documento dirigido, na época, ao Juiz de Menores da 1ª Vara da Infância e da Juventude, da Comarca da Capital do Rio de Janeiro, Dr. Liborne Siqueira, presentando-lhe a Instituição e seus objetivos, inclusive com fotos das instalações, visando a legalização e a autorização de funcionamento da Instituição por aquele Juizado. Na ocasião, representando a Instituição estavam presentes o Presidente e a Diretora do Ninho de Amor Anália Franco.

Enquanto os representantes do GEAF eram recebidos pelo Dr. Liborne Siqueira, adentrou em seu gabinete uma enfermeira do Hospital do Andaraí, acompanhada
por uma funcionária do Juizado, com uma menina recém-nascida ao colo cuja mãe morrera no parto devido a uso excessivo de drogas, tendo, em função disso a menina nascida com anorexia cerebral. No mesmo instante, o Dr. Liborne, dirigindo-se aos representantes do GEAF, inquiriu : - Vocês não querem inaugurar a sua Instituição ? e, observando que aquela pergunta já sinalizava a autorização de funcionamento do NAAF, os representantes do GEAF concordaram em receber a menina.

O juiz expediu a certidão de nascimento da menina dando-lhe o nome de Vitória de Jesus Rocha acatando sugestão da enfermeira que informou ser aquele o nome pelo qual todos a chamavam no Hospital considerando a luta da criança pela sua sobrevivência, apesar das suas limitações. A menina, a seguir, foi, imediatamente, conduzida para o NAAF, iniciando, assim, o trabalho da Instituição que passou a receber, diretamente, daquele Juizado de Menores, outras meninas que trouxeram a alegria e a felicidade dos trabalhadores da Casa.

Até agosto1998, a Instituição amparou meninas órfãs tendo encaminhado para adoção, através do Juizado de Menores, mais de cem crianças até que a Direção do NAAF, daquela época, decidiu transformar o trabalho em Programa de Orientação e Apoio Sócio-Familiar-Educativo em Meio Aberto, que se mantém até os dias atuais, acompanhando a evolução dos conceitos do melhor a fazer em favor da criança e da sua família.


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